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Inovação

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Grandes organizações buscam eficiência. Objetivo sadio por corte de custos, fazer mais com menos. Um caminho nobre, mas que pode ser perigoso. Mesmo setores muito eficientes podem simplesmente desaparecer por novas tecnologias.

O dilema da inovação ganha a pauta: por um lado inovações incrementais no caminho da eficiência, por outro as aventuras disruptivas que podem representar uma nova fronteira de exploração (e sobrevivência) para as organizações.

Contudo, como bem apresentado no livro Liderança e Disrupção, as forças para uma cultura incremental representam as ameaças para se construir uma cultura disruptiva.

Organizações ambidestras: caminho para inovação incremental e disruptiva
Qual o papel da liderança? Prover o ambiente. Na fala de Bezos, líder da Amazon, exemplo de organização ambidestra:

“Não tenho todas as ideias. Esse não é meu trabalho. Meu trabalho é construir uma cultura de inovação”.[i]

A insanidade da disrupção envolve o risco dessas iniciativas. Aproveitar e melhorar a forma atual de fazer é o caminho clássico de Pesquisa e Desenvolvimento. Reduzir custos, trabalhar com o tangível.

Projeto de payback claro: investimento com retorno esperado.

Por sua vez os projetos disruptivos apresentam alto risco. São tiros no escuro. Envolvem exploração de uma nova forma de fazer.

Percebo que você está sugerindo que façamos um investimento de milhões de dólares em um mercado que pode ou não existir, mas que é certamente menor do que nosso mercado atual, para desenvolver um produto que os clientes podem ou não querer, usando um modelo de negócio que quase certamente nos dará margens de lucro menores que nossas linhas de produtos atuais.[ii]

Quantas empresas maduras e com o olhar racional avançariam com esse tipo de projeto? Pense na Netflix que já dominando um mercado de DVD por correio se auto sabota apostando no modelo streaming que no curto prazo concorre com sua “vaca leiteira”[iii].

Olhando hoje parece óbvio, mas faça o exercício de imaginar o risco naquela tomada de decisão. Ingredientes de coragem e insanidade são absolutamente necessários para liderança.

A briga de cultura da inovação

A fala anterior de Bezos tem grande validade por representar o papel da liderança. A ambidestria (conseguir fomentar exploração e aproveitamento na mesma organização) exige gerenciar duas culturas completamente distintas.

Os incentivos e a forma de lidar com os processos dos dois times são opostos. O que fomenta um, destrói o outro.

Você está nos advertindo de que teremos sérios problemas organizacionais enquanto fazemos esse investimento, e nosso negócio atual está implorando por recursos. Diga-me novamente: por que deveríamos fazer esse investimento?

Não existe caminho fácil (clique aqui e veja um exemplo de iniciativa de movimento de inovação aberta).

Tudo parece óbvio quando olhamos para trás. Google, whatsapp, Uber. Novas tecnologias e formas de operar mercados que impactam em diversos modo nossos modelos de negócio.

Disrupções recentes, e esse jogo é parte natural do nosso enredo. Assim sendo, Mude ou Morra. Quem não entender o jogo de inovar estará fora do mercado. Mais do ser uma startup, entender e pensar como uma startup.

Uma nova cultura necessária para sobrevivência. É necessário o posicionamento seja para organizações seja para profissionais, protagonistas de suas carreiras (caso não se sinta um, cuidado!).

Inovação e crescimento

O desafio da liderança é construir a navegação entre o crescimento hoje e o crescimento futuro. São forças que podem ser conflitantes. Enquanto no hoje o foco deve recair sobre inovações incrementais e a tal busca por eficiência, o longo prazo exige a tal abertura para inovação mais disruptiva.

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