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Desafio de Atingir

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A definição de metas é exercício de estratégia
As metas, em síntese, são a tradução da estratégia em indicadores objetivos. Sua meta é de crescimento?

Seus indicadores devem retratar essa dimensão e suas metas espelharem a visão de futuro da organização.

Para aqueles que querem ser o maior de seu setor, não basta ter aumento de receita ou lucro, precisa crescer mais que os concorrentes, precisa ter maior market share.

A escolha desses indicadores é de vital importância, pois eles irão traduzir os objetivos da organização e ser o ferramental básico para ser desdobrado e monitorado.

Caso você queira, por exemplo, ser uma empresa comprometida com o bem-estar dos colaboradores, mas não possui uma métrica de qualidade de vida capaz de mensurar isso, serão apenas intenções.

A célebre ideia de só gerenciar o que se mensura envolve essa noção de metas.

Só mensurar não basta, é preciso ter metas calibradas
Quando se fala que a cultura devora a estratégia, tem-se a noção de uma organização que tem um descolamento entre suas intenções e suas práticas.

O papel das metas é de grande valor nessa equação, pois se bem calibradas e atreladas à remuneração e aos mecanismos de cobrança internos, se catalisa a nova cultura.

As pessoas, na medida que são cobradas, ou tem uma parte de sua remuneração atreladas às metas alinhadas à estratégia, passam a se preocupar e engajar mais com tais resultados.

Quando se tem um sistema de metas aderente à estratégia, e que seja factível e desafiador, cria-se espaço para o surgimento de uma nova cultura.

Metas podem necessitar de ações mais colaborativas ou individualistas. Podem prover incentivos para olhar mais o curto ou o médio prazo. Podem priorizar aspectos financeiros ou operacionais.

Assim sendo cabe a preocupação do gestor de criar e calibrar bem esse sistema, de modo a induzir a cultura que se quer na companhia.

Metas factíveis e desafiadoras

Como parte de todo jogo, a definição de metas reflete um equilíbrio de forças.

De um lado existe a factibilidade, a força para que a meta seja alcançável e com baixo risco.

Essa força é guiada em muito pelos incentivos financeiros, uma vez que estabelecer metas menos ousadas incorre em menor risco de deixar de ganhar dinheiro.

Onde se tem alta cobrança também se tem um viés para que se preserve: criar metas que são factíveis para não comprometer a reputação.

Por outro lado, a força do desafio. Metas que exigem coragem e ousadia, que implicam em sonhar grande e exigem um esforço proporcional ao sonho.

Essa força geralmente partindo do acionista ou da liderança é fundamental para que as pessoas não se acomodem.

O equilíbrio de forças é de grande valor para a empresa, e deve respeitar o contexto de cada organização. Existem culturas mais acomodadas que precisam de uma dose de desafio extra.

Por outro lado, existem situações em que muito desafio pode representar algo não factível, e nesse ponto, a ousadia representaria baixa adesão, pois não seria crível um sistema de metas que não sejam viáveis.

A inspiração e o exemplo para construir as metas

O processo de construção deve ser levado a sério. Fazer as pessoas se sentirem parte das metas. Criar compromissos e espírito de dono acerca dos desafios assumidos.

Em muitos casos estamos falando em tirar as pessoas da zona de conforto. Queremos que elas abracem metas desafiadoras e assumam novos compromissos.

Nesses momentos uma questão usual envolve a posição de defesa em que se argumenta que isso não depende de meu esforço.

Minha vivência no setor público, construindo uma gestão orientada por resultados em uma organização com cultura muito forte de inércia, me inspira muito nesse sentido.

Costumo provocar a seguinte reflexão:

Enquanto sociedade queremos que nossos jovens tenham uma educação de qualidade, queremos que eles saiam da escola aprendendo, sendo proficientes.

Queremos que os professores e os diretores de escolas assumam o compromisso com essa qualidade de ensino. Assim pensando nas metas, queremos que eles assumam compromissos com a proficiência dos alunos.

Atingir determinado nível de aprendizado.

Sabemos que esse aprendizado não depende somente do professor e da escola. Existem vários fatores externos que influenciam, desde itens básicos como alimentação e saúde, até questões de âmbito familiar.

A escola tem um papel importante, mas não único nesse processo.
Assim sendo, queremos enquanto sociedade que as metas sejam assumidas com o desafio e coragem.

Não queremos que os compromissos sejam apenas de dar aula, mas de ter o resultado da aula dada.

Salário é esforço, bônus é desafio

Após esse exemplo, resta pouco espaço para debate sobre nível de desafio. Afinal, se fôssemos gestores pactuando metas com os professores não falaríamos de pagar um bônus, que fosse sério, não atrelado ao desafio de qualidade de ensino.

E o mesmo se aplica as demais áreas!

O salário deve ser o valor para remunerar o esforço básico. Uma remuneração que deveria ser suficiente para a dignidade do profissional.

O bônus, por sua vez, derivado do cumprimento de metas, deve estar atrelado ao cumprimento desafios, desde que não sejam impossíveis ou não factíveis.

E a cultura por resultados é indutora de uma melhor forma de trabalhar, não somente cobrança, mas sobretudo, criatividade e proatividade para…

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